quarta-feira, 22 de abril de 2009

"A qualquer hora o mundo pode confundir sua cabeça...""Quem me dera
Ao menos uma vez
Provar que quem tem mais
Do que precisa ter
Quase sempre se convence
Que não tem o bastante
Fala demais
Por não ter nada a dizer.
Quem me dera
Ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente."

quarta-feira, 1 de abril de 2009

"Pai, me ensina a ser palhaço..."

"Olha lá quem vem do lado oposto
E vem sem gosto de viver
Olha lá que os bravos são escravos
Sãos e salvos de sofrer
Olha lá quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor,
Levo a vida devagar pra não faltar amor..."

segunda-feira, 30 de março de 2009

"Quanta mudança alcança.."
"A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção."

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Deixe eu me lembrar de criar asas..."

"Reciclar a palavra,
O telhado e o porão;
Reinventar tantas outras
Notas musicais.


Escreever um pretexto,
Um prefácio e um refrão
Ser essência muito mais.


Ser essência muito mais
A porta aberta, o porto,
A casa, o caos, o cais.


Se lembrar de celebrar muito mais."

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

"A esperança não vem do mar.."
"Eu ando pelo mundo
Divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome
Nos meninos que têm fome..."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

" A vertigem que se sente..."

"É a dor da enxada
É a flor do limão
O espinho do mar
Machucando gibão
Vendedor de gaiola
Namorando andorinha
É o chute na bola
O sol a tardinha
É visita descalço
O café de panela
A receita da massa
Aguardente amarela
É a coisa mais bela desse interior..."

sexta-feira, 11 de julho de 2008

"A minha alma foi passear..."
"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar..."